Em Portugal, o amadorismo encontra-se implementado em todo o país. Grupos folclóricos, corais, teatrais ou desportivos existem em todos os lugares, envolvendo jovens e velhos, muitas vezes promovendo o encontro geracional.
O Épóblogue está a preparar uma reportagem sobre o amadorismo em Portugal. Este é o guião:
1. Repórteres:
Diana Sousa
Pedro Moura
Rosa Pereira
Sofia Machado
2. Secção:
Reportagens
3. Tema:
Perceber o fenómeno do amadorismo em Portugal, nas suas diferentes vertentes culturais. Assim, pretendemos observar as dinâmicas dos diferentes grupos, saber como subsistem, quais as actividades que promovem e que aceitação social têm, bem como a capacidade de atrair membros.
4. Enfoque:
Centramo-nos na vida interna dos grupos, tentando saber que motivações movem os membros, qual é o lugar destas actividades na vida das pessoas.
5. Informações preliminares:
a) Contextualizem o facto, descrevam o histórico dos eventos
Consideramos que o fenómeno do amadorismo tem evidenciado uma crescente evolução. Percebemos que, à nossa volta, cada vez mais amigos, colegas de curso, familiares, conhecidos pertencem a distintos grupos culturais, sejam estes ligados à música, à dança, ao teatro, ao artesanato… Posto isto, achamos interessante investigar um pouco sobre grupos que se integram em comunidades pequenas e que desempenham um papel social e cultural relevante.
b) Personagens/pontos de vista
Para esta ciber-reportagem contamos com:
Professora de dança moderna e elementos do grupo All for Dance, de São Martinho do Campo, Santo Tirso;
Professor de música no Centro Comunitário de Monsul Póvoa de Lanhoso;
Elementos da orquestra juvenil do centro comunitário anteriormente referido;
Elementos do grupo coral de Monsul ou Moure;
Elementos do grupo de teatro escolar Máscaras, da Escola Secundária de Paços de Ferreira;
Elementos do grupo de bordados tradicionais de Amares, Braga
c)Descrevam como os média têm tratado o tema, qual a perspectiva que vocês usarão e em que a reportagem vai diferenciar em relação ao que já foi publicado.
Os meios de comunicação nacionais não se têm debruçado muito sobre este tema. E quando surgem reportagens estas centram-se, maioritariamente, no contributo que certas actividades culturais podem ter na vida de pessoas mais desfavorecidas. Desta forma, o nosso ângulo será mais abrangente: incidiremos na vida interna dos grupos culturais com o propósito de perceber como subsistem, que actividades desenvolvem, de que aceitação social gozam, que capacidade têm para atrair novos membros e novos públicos.
6. Questões Importantes:
Aproximamo-nos da época natalícia, ou seja, do período em que estes grupos culturais alcançam maior visibilidade, com pequenas demonstrações locais. É mais do que oportuno perceber a importância social e afectiva destes grupos.
7. Fontes:
Professora de dança moderna e elementos do grupo All for Dance, de São Martinho do Campo, Santo Tirso;
Professor de música no Centro Comunitário de Monsul, Póvoa de Lanhoso;
Elementos da orquestra juvenil do centro comunitário anteriormente referido;
Elementos do grupo coral de Monsul ou Moure, Póvoa de Lanhoso;
Elementos do grupo de teatro escolar Máscaras, da Escola Secundária de Paços de Ferreira;
Elementos do grupo de bordados tradicionais de Amares, Braga
8. Recursos Multimédia:
Explique como serão utilizados os recursos abaixo:
a) Texto – O texto será simples, atractivo, introdutório e complementar aos restantes recursos. Acima de tudo, esperamos conseguir um texto criativo, que apele à sua leitura e não “masse”.
b) Áudio – passará mais pela demonstração sonora do que os grupos musicais envolvidos fazem. Tentaremos fazer com que o áudio seja a banda sonora do texto ao longo da reportagem.
c) Vídeo – será o elemento central da nossa ciber-reportagem.
d) Imagens – compilação e apresentação de fotos organizadas de forma informativa (por exemplo, utilizando o slideshow).
e) Slideshare – esta ferramenta talvez seja útil para apresentarmos o calendário das próximas actividades dos grupos culturais em questão.
f) Outros – em princípio, será pertinente acompanhar os ensaios e possíveis demonstrações em público destes grupos, minuto a minuto.
9. Reportagens de apoio, na lógica da pirâmide deitada:
Além da reportagem central, vamos fazer reportagens de apoio, que têm alguma ligação com o tema escolhido. Desta forma, ofereceremos ao utilizador da Internet a possibilidade de obter mais informações relacionadas com o assunto que estamos a tratar, através:
de hiperlinks;
de sugestões de temas relacionados;
de redireccionamentos para sites externos;
da disponibilidade de contactos dos grupos culturais (especialmente se tiverem páginas em redes sociais);
focos noticiosos, mais pequenos e independentes (pequenos pareceres de alguns elementos e mesmo de quem assiste às suas actuações, por exemplo);
O coordenador e líder do Bloco de Esquerda concede uma entrevista a Judite de Sousa. Francisco Louçã falará sobre o caso Freeport, o negócio da compra da TVI, a situação económica, o momento político e as presidenciais. Siga a entrevista em directo no Épóblogue!
As duas principais centrais sindicais, CGTP e UGT, esperam concretizar a maior greve geral de sempre. 22 anos depois da última paralização que uniu os dois sindicatos, tanto Carvalho da Silva, pela CGTP, como João Proença, pela UGT, esperam superar a greve de 1988.
Olhando para dados estatísticos, esta pode ser uma tarefa difícil:
O número médio de trabalhadores por greve tem vindo a diminuir;
Em contraponto, tanto a população total, como a população activa, têm registado crescimentos;
Logo, tem havido uma diminuição da capacidade de mobilização para esta forma de contestação social.
Silence4 era uma banda portuguesa formada em 1996, em Leiria. Contudo, em 2001 o grupo musical acabou por desmembrar-se.
O tema, "To Give", surgiu em 2000, no álbum "Only Pain is Real". A música - uma das mais conhecidas do grupo - comemora, assim, dez anos de existência.
"A rede social" tem sido um grande sucesso deste último trimestre de 2010. Portugal não foge à regra, com os resultados da primeira semana de exibição a serem convincentes.
Tendo em conta estes números e o próprio efeito do passa a palavra, já quase toda a gente sabe que «A rede social» é um filme sobre as condições em que surge o Facebook e sobre os intervenientes na sua criação.
·naqueles que, aspirando pertencer a dados grupos, procuram inventar novas formas de vida social no universo onde se sentem confortáveis – no mundo virtual, onde o real se dilui e a interacção social está à distância do envio de um pedido de amizade;
·na vertigem de ideias criativas e também de decisões perspicazes que parecem já ter o dinheiro e o sucesso como objectivos maiores. Porque, de facto, o Facebook mexe com a vida dos indivíduos e pretende redefinir a experiência social; mas é também um negócio e o certo é que sempre que alguém adere à rede social se transforma em produto;
·na solidão, porque na última cena do filme vemos Mark Zuckerberg(o criador do Facebook) a fazer “refresh” na sua página de Facebookpara perceber se a sua ex-namorada aceita o seu pedido de amizade. O filme termina com Mark a contemplar o ecrã do seu portátil, completamente sozinho numa sala. O jovem que conectou pessoas de 207 países e 70 línguas diferentes, que transformou a maneira como agora comunicamos, que tem uma enorme comunidade virtual de amigos, surge, assim, como um solitário. Este é um paradoxo bastante relevante.
Imagem I - Cartaz do filme
Para a personagem Mark Zuckerberg, estudante de Harvard que, no fundo, aspira a ser aceite na estratificada elite da universidade, a vida real é imperfeita e lenta: os rituais de comunicação, o ir ter com as pessoas, o construir e preservar uma relação…é tudo uma chatice! Mark e os seus colegas de curso parecem estar sempre a ver mais à frente. Parecem estar sempre com “as antenas ligadas”. O seu objectivo é mudar o mundo, através das tecnologias. Aliás, ao longo do filme, ouvem-se as seguintes expressões: “This is our time!”, “This is an idea of a generation” e “Arrive in first is everything”.
Na primeira cena de «A rede social», Mark e a namorada Erica estão num café, a conversar. Mas o diálogo entre eles é rápido, perspicaz, motivado e directo. Percebe-se que este filme se foca no que as personagens dizem. E o que dizem denota uma clara consciência do que é a sociedade contemporânea. E o seu discurso tão dinâmico denota como é a linguagem e a comunicação no online, onde tudo acontece num instante.
Imagem II - Mark e Erica
Mas voltando a Mark e Erica: no café, chateiam-se e terminam relação. O criador do Facebook, quando percebe realmente o que está a acontecer, pergunta “It´s this real?”. Esta questão talvez marque todo o filme. Distinguir realidade de virtualidade torna-se, a dados momentos, difícil para as personagens. Mesmo para nós, espectadores, torna-se complicado perceber o que é real e o que é ficção, já que pouco sabemos sobre a vida de Mark Zuckerberg. Assim, podemos reflectir sobre o seguinte: estará o Facebook a potenciar uma geração que vive na ilusão de estar sempre conectada ao mundo?
Com o filme percebemos que no online, especialmente no que toca às redes sociais, a simplicidade e a exclusividade são características fundamentais. No Facebook, os usuários colocam a informação que querem online, vão à procura de amigos e conhecidos, comentam fotografias. E fazem-no facilmente porque as ferramentas para tal são intuitivas. Para além do mais, esta rede social chega rapidamente a muita gente porque tudo depende do envio de um pedido de amizade. A questão é: as pessoas que eu adicionei vão adicionar quem? O Facebook é, simplesmente, fixe! E chega, tal como uma personagem do filme de David Fincher afirma, a ser aditivo.
Outra característica predominante do online é a simultaneidade potenciada pelos hiperlinks. E o facto de o filme «A rede social» estar repleto de analepses e prolepses remete para isso mesmo: no filme, assim como no online, nós estamos sempre a avançar e a recuar, a aceder a novas informações e a regressar à sua contextualização, parecendo mesmo que há uma contracção do tempo.
Um aspecto importante a reter é ainda o facto de o Facebook não ser nunca um produto acabado – está sempre em constante evolução, dependendo de novas ideias que possam provocar novas necessidades nos usuários. Esta rede social é, assim, como a moda.