O coordenador e líder do Bloco de Esquerda concede uma entrevista a Judite de Sousa. Francisco Louçã falará sobre o caso Freeport, o negócio da compra da TVI, a situação económica, o momento político e as presidenciais. Siga a entrevista em directo no Épóblogue!
terça-feira, 23 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Greve Geral de 24 de Novembro: Adesão sem precendentes?
As duas principais centrais sindicais, CGTP e UGT, esperam concretizar a maior greve geral de sempre. 22 anos depois da última paralização que uniu os dois sindicatos, tanto Carvalho da Silva, pela CGTP, como João Proença, pela UGT, esperam superar a greve de 1988.
Olhando para dados estatísticos, esta pode ser uma tarefa difícil:
- O número médio de trabalhadores por greve tem vindo a diminuir;
- Em contraponto, tanto a população total, como a população activa, têm registado crescimentos;
- Logo, tem havido uma diminuição da capacidade de mobilização para esta forma de contestação social.
´"To give", dos Silence4: Um clássico que vale sempre a pena recordar...
Silence4 era uma banda portuguesa formada em 1996, em Leiria. Contudo, em 2001 o grupo musical acabou por desmembrar-se.
O tema, "To Give", surgiu em 2000, no álbum "Only Pain is Real". A música - uma das mais conhecidas do grupo - comemora, assim, dez anos de existência.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
A rede social - Uma apreciação crítica sobre o filme do Facebook
O texto pode conter spoilers
"A rede social" tem sido um grande sucesso deste último trimestre de 2010. Portugal não foge à regra, com os resultados da primeira semana de exibição a serem convincentes.
Tendo em conta estes números e o próprio efeito do passa a palavra, já quase toda a gente sabe que «A rede social» é um filme sobre as condições em que surge o Facebook e sobre os intervenientes na sua criação.
O filme de David Fincher centra-se:
· nos computadores;
· na presença dos mais jovens no online;
· naqueles que, aspirando pertencer a dados grupos, procuram inventar novas formas de vida social no universo onde se sentem confortáveis – no mundo virtual, onde o real se dilui e a interacção social está à distância do envio de um pedido de amizade;
· na vertigem de ideias criativas e também de decisões perspicazes que parecem já ter o dinheiro e o sucesso como objectivos maiores. Porque, de facto, o Facebook mexe com a vida dos indivíduos e pretende redefinir a experiência social; mas é também um negócio e o certo é que sempre que alguém adere à rede social se transforma em produto;
· na solidão, porque na última cena do filme vemos Mark Zuckerberg (o criador do Facebook) a fazer “refresh” na sua página de Facebook para perceber se a sua ex-namorada aceita o seu pedido de amizade. O filme termina com Mark a contemplar o ecrã do seu portátil, completamente sozinho numa sala. O jovem que conectou pessoas de 207 países e 70 línguas diferentes, que transformou a maneira como agora comunicamos, que tem uma enorme comunidade virtual de amigos, surge, assim, como um solitário. Este é um paradoxo bastante relevante.
| Imagem I - Cartaz do filme |
Para a personagem Mark Zuckerberg, estudante de Harvard que, no fundo, aspira a ser aceite na estratificada elite da universidade, a vida real é imperfeita e lenta: os rituais de comunicação, o ir ter com as pessoas, o construir e preservar uma relação…é tudo uma chatice! Mark e os seus colegas de curso parecem estar sempre a ver mais à frente. Parecem estar sempre com “as antenas ligadas”. O seu objectivo é mudar o mundo, através das tecnologias. Aliás, ao longo do filme, ouvem-se as seguintes expressões: “This is our time!”, “This is an idea of a generation” e “Arrive in first is everything”.
Na primeira cena de «A rede social», Mark e a namorada Erica estão num café, a conversar. Mas o diálogo entre eles é rápido, perspicaz, motivado e directo. Percebe-se que este filme se foca no que as personagens dizem. E o que dizem denota uma clara consciência do que é a sociedade contemporânea. E o seu discurso tão dinâmico denota como é a linguagem e a comunicação no online, onde tudo acontece num instante.
| Imagem II - Mark e Erica |
Mas voltando a Mark e Erica: no café, chateiam-se e terminam relação. O criador do Facebook, quando percebe realmente o que está a acontecer, pergunta “It´s this real?”. Esta questão talvez marque todo o filme. Distinguir realidade de virtualidade torna-se, a dados momentos, difícil para as personagens. Mesmo para nós, espectadores, torna-se complicado perceber o que é real e o que é ficção, já que pouco sabemos sobre a vida de Mark Zuckerberg. Assim, podemos reflectir sobre o seguinte: estará o Facebook a potenciar uma geração que vive na ilusão de estar sempre conectada ao mundo?
Com o filme percebemos que no online, especialmente no que toca às redes sociais, a simplicidade e a exclusividade são características fundamentais. No Facebook, os usuários colocam a informação que querem online, vão à procura de amigos e conhecidos, comentam fotografias. E fazem-no facilmente porque as ferramentas para tal são intuitivas. Para além do mais, esta rede social chega rapidamente a muita gente porque tudo depende do envio de um pedido de amizade. A questão é: as pessoas que eu adicionei vão adicionar quem? O Facebook é, simplesmente, fixe! E chega, tal como uma personagem do filme de David Fincher afirma, a ser aditivo.
Outra característica predominante do online é a simultaneidade potenciada pelos hiperlinks. E o facto de o filme «A rede social» estar repleto de analepses e prolepses remete para isso mesmo: no filme, assim como no online, nós estamos sempre a avançar e a recuar, a aceder a novas informações e a regressar à sua contextualização, parecendo mesmo que há uma contracção do tempo.
Um aspecto importante a reter é ainda o facto de o Facebook não ser nunca um produto acabado – está sempre em constante evolução, dependendo de novas ideias que possam provocar novas necessidades nos usuários. Esta rede social é, assim, como a moda.
Sites relacionados:
IMDB;
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Traje Académico da Universidade do Minho: Os custos de trajar
O traje académico é um símbolo da vida universitária. Perto da Universidade do Minho (UMinho) existem hoje quatro lojas que vendem trajes. A concorrência foi aumentando ao longo dos anos, obrigando os comerciantes a tornarem os preços cada vez mais competitivos. O preço médio de um traje completo ronda os 180 euros.
| Imagem I - Traje da Universidade do Minho |
Todas as universidades do país têm o seu próprio traje. E muitos são os estudantes que, por diferentes razões, o adquirem. A aluna do 3º ano de Ciências da Comunicação da UMinho, Bárbara Seco, considera que o traje simboliza, mais do que tudo, a pertença a uma academia. A estudante não praxa e nem associa o traje apenas à prática da praxe. “Comprei o traje há um ano, por cerca de 200 euros, e não achei que o preço fosse razoável, até porque o traje surgiu como forma de unificar os estudantes”, salienta Bárbara Seco. Por sua vez, o estudante do 3ºano da Licenciatura em Engenharia Informática da Uminho, Alfredo Costa, diz não ter traje por duas razões: por ser caro e porque, uma vez que não pertence à praxe, seriam poucas as vezes que o usaria.
| Imagem II - São vários os elementos do traje |
Na década de 80, a pedido da então Associação Académica da UMinho, o alfaiate bracarense José Monteiro Gonçalves desenhou o traje minhoto. Na altura, a sua loja era a única na cidade de Braga, situando-se na Cividade. Hoje, a neta deste alfaiate, Rita Gonçalves, é a actual proprietária da Casa Académica. Há três anos que a loja se localiza perto da universidade, na rua Nova de Santa Cruz. Contudo, existem mais três filiais da mesma: em Guimarães, dentro do campus da UMinho e em Barcelos. “Na altura do meu avô, a Casa Académica não tinha concorrência. Para além disso, o traje era feito por medida”, relembra Rita. Agora, não é assim: os trajes estão já prontos e disponíveis a um preço mais ao menos uniforme. A neta do alfaiate responsável pela origem do traje minhoto afirma, ainda, que este negócio é muito sazonal: “ vendem-se muitos trajes em Maio e Setembro, mas nos restantes meses as vendas decrescem, sendo que a solução passa por realizarmos promoções”. Na Casa Académica um traje completo (sapato, bermuda/saia, meias, duas camisas, casaco, capa e quatro emblemas, casaco, fitas de curso, capa e pasta) custa 187,50 euros.
| Imagem III - Rita Gonçalves (à esquerda), Casa Académica |
Na mesma rua que a Casa Académica (rua Nova Santa Cruz), encontramos ainda mais duas lojas de venda de trajes – os Farias e o Atelier Académico. António Barros é o proprietário do Atelier Académico. A loja existe há 11 anos. “Na altura, em 1999, o negócio era muito melhor do que é agora”, diz António Barros. No Atelier Académico, o traje minhoto de senhora custa 175 euros e o de homem 180 euros. O dono afirma que os estudantes não se queixam do preço, mas, “obviamente que quanto mais barato, melhor”. Por sua vez, Jorge Faria é um dos proprietários da loja Os Farias. Esta casa fixou-se perto do campus de Gualtar da Uminho há cerca de 12 anos, sendo que existem outras filiais pela cidade de Braga. Jorge Faria diz que o negócio tem evoluído positivamente e salienta o facto de a sua loja comercializar os trajes de todas as academias do país. “Nós temos ainda outra vantagem pois oferecemos assistência em tudo o que o estudante precisar em relação ao traje”, acrescenta Jorge Faria. No entanto, o dono de Os Farias não deixa de frisar que, nos últimos anos, a concorrência tem aumentado: “Os preços estão cada vez mais competitivos, o que é melhor para o consumidor, mas obriga a um esforço maior da nossa parte”.
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